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Fiter na Exame: Fim da Escala 6x1 e Desafios de RH

Fiter na Exame: Fim da Escala 6x1 e Desafios de RH

Fiter na Revista Exame: O Fim da Escala 6x1 e os Novos Desafios para a Gestão de Pessoas

Confira a matéria completa publicada na Exame: Fim da escala 6x1: 33% dos trabalhadores querem usar tempo livre para fazer renda extra, diz estudo

É com imenso orgulho e entusiasmo que abrimos este espaço hoje para compartilhar um marco extraordinário. A Fiter apareceu como destaque na Revista Exame, um dos maiores e mais respeitados veículos de negócios, economia e carreira do país! Nosso CEO, Sergio Amad, concedeu uma entrevista exclusiva detalhando os resultados de um estudo profundo e pioneiro liderado pela Fiter dentro do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (USP). O tema abordado é absolutamente central para o mercado de trabalho atual e para o futuro das organizações corporativas: o impacto do possível fim da jornada 6x1 e a relação direta desse modelo com a saúde mental e o engajamento dos trabalhadores.

Ver o nome da nossa deep tech nas páginas de uma publicação com a magnitude da Exame é motivo de muita comemoração para todo o nosso time. Isso valida a nossa missão diária de levar ciência de dados, inteligência artificial e inovação genuína para as tomadas de decisão nos departamentos de Recursos Humanos. Contudo, muito além de celebrar essa conquista incrível, queremos usar este artigo para construir um aprendizado conjunto. Nossa intenção é traduzir os dados dessa reportagem em insights práticos e pedagógicos para você (gestor, diretor e profissional de RH ou Tech) que enfrenta todos os dias o desafio de engajar equipes, reter talentos e reduzir o esgotamento organizacional.

O Paradoxo da Renda Complementar e a Falsa Flexibilidade

A reportagem da Exame jogou luz sobre a nossa pesquisa intitulada "Saúde Mental, Modelos de Jornada Laboral e o Paradoxo da Renda Complementar". Neste levantamento rigoroso, que contou com a metodologia Problem Solution Fit, analisamos as percepções de mais de duzentos profissionais em cargos de liderança nos setores de varejo, indústria e saúde. O dado que mais surpreendeu os especialistas e o mercado corporativo foi que 33% dos trabalhadores pretendem usar o tempo livre, que seria conquistado com uma eventual redução da jornada de trabalho, para buscar uma renda extra nos próximos cinco anos.

Em termos práticos para a gestão de negócios, essa estatística revela um sintoma muito profundo. Ela nos ensina que apenas reduzir a carga horária não resolve a raiz do adoecimento corporativo e da alta rotatividade. Na matéria, Sergio Amad explicou brilhantemente um conceito que nossa equipe acadêmica batizou de "incongruência da falsa flexibilidade". O raciocínio é lógico e ao mesmo tempo preocupante. Se o colaborador sai de uma jornada exaustiva no modelo tradicional apenas para virar motorista de aplicativo ou realizar trabalhos avulsos para conseguir pagar as contas no fim do mês, o benefício fisiológico e mental do descanso é completamente anulado. A pessoa não descansa, ela simplesmente troca a exaustão institucional pela exaustão autônoma.

O Alerta Vermelho para a Retenção e a Fuga de Talentos

Para quem atua na linha de frente do RH corporativo, os números do nosso estudo trazem um alerta vermelho sobre a retenção de talentos. O levantamento evidenciou que a totalidade dos profissionais inseridos na escala de seis dias de trabalho para um dia de folga relatou algum nível de esgotamento. O cenário se agrava quando olhamos para o horizonte de médio prazo: quase 60% dos entrevistados afirmam que planejam empreender nos próximos cinco anos. Eles enxergam o empreendedorismo não apenas como um sonho de negócios, mas como uma verdadeira rota de fuga para recuperar a autonomia sobre as próprias vidas e preservar a sanidade mental. Em contrapartida, apenas 8% imaginam permanecer exclusivamente no modelo CLT a longo prazo.

Isso configura o que identificamos na pesquisa como uma nova fuga de talentos do mercado formal. As empresas estão perdendo profissionais capacitados para a exaustão. A pesquisa também fez um recorte essencial sobre o impacto de gênero, já que as mulheres representaram a maior parte da amostra. Elas manifestaram um forte desejo de utilizar o tempo livre para o autocuidado e para a convivência com a família, evidenciando o peso esmagador da dupla jornada e das responsabilidades invisíveis no ambiente doméstico. O trabalhador moderno quer e precisa de tempo para dormir bem, praticar exercícios físicos e estar com quem ama, mas o contexto de pressão financeira muitas vezes bloqueia essa realização.

O Papel Estratégico do RH na Transformação do Bem-Estar

Diante desse panorama tão complexo, qual deve ser a postura estratégica das lideranças e dos departamentos de Recursos Humanos? A resposta exige uma mudança pedagógica na forma como enxergamos a gestão de pessoas. Não podemos controlar a macroeconomia que impulsiona a necessidade de renda complementar, mas temos total capacidade de transformar a microeconomia emocional das nossas próprias organizações.

O debate precisa ir muito além de simplesmente bater o ponto e contabilizar horas trabalhadas na planilha. É fundamental que as empresas criem uma cultura que englobe a viabilidade biológica do trabalhador. Isso significa implementar modelos de escuta ativa, utilizar dados de forma inteligente para prever e mapear riscos de burnout, oferecer ferramentas de apoio contínuo e estruturar um ecossistema que proporcione segurança psicológica. Quando o RH utiliza soluções tecnológicas para acompanhar o clima organizacional em tempo real, os gestores conseguem agir de forma preventiva. O resultado é um ambiente seguro onde o profissional se sente valorizado, ouvido e, consequentemente, não sente a necessidade de buscar rotas de fuga.

O reconhecimento do nosso estudo pela Revista Exame mostra que estamos no caminho certo ao unir pesquisa acadêmica de ponta e tecnologia aplicada aos desafios reais das empresas. A inovação é a chave para liderar times de alta performance sem abrir mão do elemento humano.

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Se você gostou desta reflexão e quer aprofundar ainda mais sua visão sobre os novos desafios dos gestores na construção dessa cultura, que tal dar uma olhada neste outro blogpost sobre como engajar talentos e alinhar expectativas no cenário atual? Acesse o artigo Férias Escolares, Saúde Mental e o Papel do RH disponível no nosso blog e veja como expandimos esse debate.


Este artigo contou com a curadoria técnica de Sergio Amad, CEO da Fiter e especialista em inovação voltada para o Recursos Humanos. Sob sua liderança, a Fiter desenvolveu uma plataforma focada em performance, inteligência artificial e engajamento para transformar o futuro do trabalho.

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